Três coisas diferentes são frequentemente agrupadas sob o mesmo nome, mas as diferenças são importantes:
Partilha de ecrã permite que outra pessoa veja o seu ecrã em tempo real. Ferramentas como Zoom, Microsoft Teams e Google Meet fazem isto. Não conseguem controlar o seu dispositivo, mas quem estiver a observar pode ler tudo o que apresenta — incluindo as palavras-passe enquanto as escreve, os códigos de utilização única à medida que chegam e uma frase-semente se abrir a cópia de segurança da sua carteira.
Controlo remoto dá o controlo do rato e do teclado a outra pessoa. Ferramentas como AnyDesk, TeamViewer, LogMeIn, UltraViewer, RustDesk e Windows Quick Assist fazem isto. Quem estiver ligado pode abrir os seus ficheiros, instalar outro software, alterar as suas definições e utilizar as suas contas como se estivesse sentado à sua secretária.
Um trojan de acesso remoto (RAT) faz o mesmo que uma ferramenta de controlo remoto, mas esconde-se. É instalado sem a sua autorização, funciona silenciosamente em segundo plano e foi concebido para não aparecer nos locais onde pensaria procurá-lo. Os atacantes também instalam ferramentas legítimas de monitorização remota — do tipo utilizado pelos departamentos de TI, como ScreenConnect, Atera ou SimpleHelp — precisamente para este fim, porque essas ferramentas são assinadas, consideradas de confiança e raramente são bloqueadas.
As duas primeiras são aplicações legítimas e amplamente utilizadas. É precisamente por isso que são atrativas para agentes maliciosos: o seu software antivírus pode não as assinalar como uma ameaça e o seu download não parece suspeito. O perigo raramente está no software em si — está em quem acaba do outro lado da ligação.